Recessão Gengival Nos Dentes Limites Dos Rebordos Edêntulos: Ocorrência E Classificação

Título: RECESSÃO GENGIVAL NOS DENTES LIMITES DOS REBORDOS EDÊNTULOS: OCORRÊNCIA E CLASSIFICAÇÃO
Data: 2006
Autor: Ianne Alencar de Araújo
Orientador: Profa. Dra. Estela Santos Gusmão
Coorientador:
Resumo: Um estudo transversal foi realizado com pacientes de ambos os sexos entre 19 e 76 anos de idade que procuraram tratamento nos cursos da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da Associação Brasileira de Odontologia (ABO) de Pernambuco e no Plano de Assistência Odontológica Ortoclin. Foram registradas as ocorrências de recessões gengivais nos dentes limites dos rebordos edêntulos na região anterior da maxila e mandíbula e classificados de acordo com o que foi estabelecido por Miller (1985). Com idade média de 46 anos, 76% dos pacientes apresentavam recessões no arco superior e 92% no arco inferior. A Classe III de Miller foi mais prevalente na EAP-ABO/PE, e a ausência de recessão foi mais prevalente no Plano de Assistência Odontológica Ortoclin. Os dentes que apresentaram mais recessões na maxila foram os caninos, enquanto os incisivos centrais mandibulares foram os mais prevalentes. As recessões gengivais eram mais comuns em mulheres (57,8%) que em homens (42,2%), talvez pelo fato de que estas procurarem mais por tratamento que os estes últimos. Por ser a recessão gengival bastante comum em adultos, os cirurgiões-dentistas devem estar atentos à importância clínica desta alteração já que muitas vezes, o poder de prevenção e cura está em suas mãos. O cuidado com o alvéolo pós-exodontia e o tratamento precoce da doença periodontal continuam a ser imprescindíveis para um melhor tratamento reabilitador dos pacientes, que cada vez mais buscam a estética em primeiro lugar.